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Mudanças, mudanças, mudanças

Publicado em 20 de dezembro de 2018

Sabe quando a pessoa entra na faculdade por um motivo e depois acaba desejando algo totalmente diferente? Quando José Antônio Alves foi estudar enfermagem ele estava, nas suas próprias palavras, “na perspectiva de ver gente morrendo”. Tinha aquela clássica vontade de atuar em situações de emergência salvando vidas.

Mas de repente o que aconteceu? Uma das primeiras disciplinas na universidade foi sobre saúde coletiva. E foi aí que nasceu outro desejo: “Deixei de querer de cuidar de gente morrendo pra querer cuidar de gente na Atenção Básica”

Durante o curso, ele trabalhou com saúde nas escolas e com controle social por meio do PET-Saúde, um programa do governo federal que faz uma iniciação ao trabalho na saúde pública. “Fui me apaixonando cada vez mais pelo SUS, entendendo cada vez mais esse universo. Quando terminei a faculdade, fui trabalhar com Saúde da Família”, conta. Foram cinco anos trabalhando em uma equipe.

Até que…  mais uma virada: José começou a fazer mestrado em ensino na saúde e foi parar na Escola Municipal de Saúde Pública de Aparecida de Goiânia, onde é responsável pelas ações de Educação Permanente em Saúde. Ele confessa que, no início, foi um choque. “Foi uma mudança grande, eu estava acostumado a atender pessoas o tempo todo, e de repente me vi fechado em uma sala… Senti muita falta do contato com a população, mas aos poucos vi que poderia retomar esse contato em outra perspectiva, como professor”, diz.

E que bom para o Saúde É Meu Lugar que ele esteja por lá: foi por meio da Escola que ele acabou se tornando nosso mobilizador em Goiás. Uma missão que José abraçou com a maior vontade, por sinal. Ele ajudou a movimentar o município, e fez no segundo semestre a maior ação de mobilização que já havia sido promovida por lá, alcançando todos os agentes comunitários de saúde e de endemias. Foram quase 500 pessoas que participaram de 10 encontros para falar do papel da educação popular. “Conseguimos coletar algumas histórias, e percebemos que deu para plantar uma sementinha de mudança. Sentimos que é necessário resgatar o papel desses agentes como educadores em saúde, o que às vezes tem sido perdido”, reflete.

E isso ainda foi antes da mostra estadual. Ela aconteceu agora há pouco, no dia 14 de dezembro, com histórias de dentro e de fora de Aparecida. O protagonismo foi voltado aos agentes comunitários.

José e a Escola de Aparecida têm planos… Planos do tipo que a gente ama ouvir e que só comprovam como o Saúde É Meu Lugar virou um movimento  incrível: querem fazer da mostra uma rotina, e deve haver outra em maio do ano que vem. “No município, será rotina. No estado, ainda não sabemos. Mas se cada município tomar a iniciativa, o estado acaba aderindo”. Com certeza ;)


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