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E tudo começou na escola...

Publicado em 14 de dezembro de 2018

Quem nunca participou, na escola, de uma palestra meio chata sobre saúde?

Com Fernando, aconteceu de mostrarem fotos de enfermidades pra falar das doenças sexualmente transmissíveis. Mas eis que uma enfermeira chegou para mudar essa realidade — e, com isso, mudar também a vida do próprio Fernando.

“Essa enfermeira viu que aquele tipo de atividade não fazia ninguém aprender nada de verdade e decidiu fazer de forma diferente: ter adolescentes falando para outros adolescentes sobre aquele tema. Eu fui um desses alunos. E foi assim que, de para-quedas, eu caí na saúde”, conta ele, que, ainda no Ensino Médio, começou a trabalhar como estagiário na Escola Técnica de Saúde do Tocantins. Uns cinco anos mais tarde, em 2010, ele passou em um concurso para a mesma instituição, e é lá que está até hoje.

Ele conta que a motivação para trabalhar na formação de profissionais para o SUS vem desde os tempos de estagiário. “Pude ver muita coisa boa acontecendo nas escolas de saúde. Ainda como estagiário, cheguei a dar aulas de informática para uma das turmas de agentes comunitários de saúde e de técnicos de saúde bucal. Foi uma das melhores experiências que já tive na Escola. Saber que meu conhecimento ia ajudá-los no seu trabalho era algo gostoso demais", lembra ele.

Fernando se tornou mobilizador do Saúde É Meu Lugar mesmo sem conseguir participar da nossa oficina de mobilização. Lembra aquela grande greve de caminhoneiros? Pois a oficina foi bem na mesma época e, como alguns aeroportos foram afetados... A ida de Fernando melou. Mas outro colega do Tocantins, o André   Ribeiro (que já conhecemos aqui) esteve conosco em Brasília e voltou contando as novidades.

O trabalho que o pessoal do Tocantins fez com a mobilização foi riquíssimo. Logo se multiplicaram os relatos desse estado na nossa mostra online, e a mostra estadual, que aconteceu no mês passado, teve uma repercussão imensa (saíram várias matérias sobre ela. Olha aqui e aqui, por exemplo!). Adoramos o vídeo da atividade do Teatro do Oprimido que rolou por lá, e que você pode conferir neste link. 

 

“A mostra foi incrível, é fantástico ver como as pessoas ficam felizes quando têm seu trabalho reconhecido”, diz Fernando, completando: “Alguns chegaram a dizer que era como ganhar o Oscar, várias pessoas relataram que não dormiram direito na véspera, para fazerem uma apresentação bacana”.  

Para ele, esse é o grande barato do Saúde É Meu Lugar: “Nós acabamos sempre achando que tudo o que a gente faz passa em branco. O Saúde É Meu Lugar chega e nos mostra que não é bem assim”, concui ele.

E você, tem alguma história na nossa mostra? O que isso representa pra você? Conta pra gente ;)


Comentários:

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Exibindo 1 de comentários
Duane Saraiva

Foi MARAVILHOSO estar com vocês! E que venham as proximas!!! 

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