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Quando a Educação descobre que Saúde é o seu lugar

Publicado em 21 de setembro de 2018

Hoje vamos falar de duas pessoas que não são originalmente profissionais da saúde mas que se tornaram. E ó, estão adorando isso de trabalhar para / com o SUS.

Isamar de Andrade e Geesse Rocha - que na real ninguém conhece com este nome, mas como Branco - são nossos parceiros de mobilização no Acre e na semana passada conseguiram fazer uma mostra muito legal na capital, Rio Branco.

E os dois não vêm inicialmente da saúde, mas da educação: atuavam  na educação básica antes de ingressarem na Escola Técnica em Saúde Maria Moreira da Rocha (ETSUS-AC). “Eu trabalhava em sala de aula. No passado, coordenei um projeto educativo com oficinas para ribeirinhos e agricultores rurais, usando a pedagogia freireana, para que eles não fossem objetos e sim protagonistas de sua própria história. E vi que a metodologia ativa usada na Escola Era próxima à freireana. Esse foi meio maior interesse em vir para cá... A Escola fica perto da minha casa, então e já conhecia, o trabalho da Escola já me chamava a atenção. Assim que vi que haveria processo seletivo, decidi participar”, conta Branco, que então entrou na ETSUS, em 2014, onde atua como assessor pedagógico.

No microfone, Branco agita a mostra 

Isamar entrou um pouco depois, em 2015, cedida pelo estado, para coordenar a ETSUS - ela é professora da rede estadual desde 1992, com 18 anos de sala de aula e mais 8 anos como diretora de escola. “Foi tudo novidade, eu nunca tinha trabalhado com educação profissional, e menos ainda na área da saúde. Fui estudar muito e me aprofundar. E agora estou finalizando o mestrado em Educação Profissional em Saúde, na Fiocruz, no Rio”, explica.

Foi por conta da atuação dela na Escola que a gente, no Saúde É Meu Lugar, a conheceu e chamou para ser nossa mobilizadora. Ela ficou bem empolgada depois da oficina de mobilização que fizemos em Brasília e, assim que voltou para Rio Branco, começou a agitar a construção da mostra. “Reuni as pessoas da Escola, apresentei o projeto, conversamos sobre de que forma ele seria trabalhado e como poderíamos divulgá-lo... “, conta ela. Só que tem o mestrado, no Rio… E isso significou que a mobilização no Acre teve que ser compartilhada. Aí entrou o Branco ;)

Branco está na frente, Isamar está um pouco para a direita da foto, de vestido estampado

 

Com a Isamar no Rio durante este período, foi ele que organizou pessoalmente a mostra - claro, sempre num contato muito constante com a Isamar. Depois de anunciarem o evento e o projeto Saúde É Meu Lugar aos quatro cantos, o grande dia foi em 13/9.  “Tivemos rodas de conversa com diversos temas, e uma que teve enorme participação foi a que discutiu a questão da sífilis no Brasil. Ninguém queria parar a conversa, todo mundo queria participar dessa roda”, conta ele.

Após uma roda de conversa com o pessoal da enfermagem

 

Tem vários relatos do estado na nossa mostra online. E um dos preferidos de Branco é este, que mostra um trabalho de adolescentes na regional do Alto Acre, numa cidade chamada Brasileia, sobre prevenção ao suicídio. “Eles fizeram uma caminhada de conscientização, e achei interessante porque, mesmo sendo um município muito distante da capital, estão sempre trabalhando a questão da prevenção”.

“Conhecer as experiências de outras pessoas, que muitas vezes desenvolvem um trabalho fantástico lá na ponta, e que não é reconhecido… Essa troca de experiências e saberes é muito interessante e importante”, avalia Branco, completando: “Esse é nosso papel enquanto escola do SUS e trabalhadores da área da saúde”.

Isamar, que já-já termina o mestrado e está de volta, está feliz com os resultados e a perspectiva de continuidade. “Volto em novembro e queremos levar a mostra para outros municípios. E já estamos pensando em começar pelos mais próximos, onde temos mais facilidade de deslocamento”. Adoramos esse tipo de notícia :)


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