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Rir, rir, rir!

Publicado em 24 de agosto de 2018

 

Um ano atrás a gente contou aqui a história do Fábio Souza, que às vezes (ok, muitas vezes) se transforma no PalhaSUS Horizontino pra fazer seu trabalho na pequena cidade de Horizonte, no Ceará. Fábio é agente comunitário de endemias e encontrou no riso um potencial enorme para promover comunicação e educação em saúde. Como PalhaSUS, ele põe gente de todas as idades pra brincar e, ao mesmo tempo, discute vários temas, em especial os das doenças transmitidas por mosquitos.

Só que de lá pra cá a história do Fábio mudou um bocado. Depois que começou a mandar seus relatos pra gente, ele foi convidado para participar pessoalmente da primeira grande mostra presencial do Saúde é Meu Lugar, em Belo Horizonte (quando fizemos a postagem, ele tinha acabado de voltar de BH).

E então ele começou a expandir suas ações em Horizonte, principalmente na educação. Antes ele já era convidado para mostrar suas paródias em escolas, mas hoje essa relação está muito mais firme: “As escolas me convidam para promover oficinas. E, nelas, eu não trabalho só o combate ao Aedes aegypti, faço também oficinas de teatro e palhaçaria com esses adolescentes”, conta ele, que agora está desenvolvendo um trabalho nos mesmos moldes em um Centro de Referência de Assistência Social.

A ideia é muito legal: “Em vez de só dar uma aula sobre o assunto, eu crio oficinas em que os jovens possam se integrar e trabalhar seu protagonismo. Esse projeto foi ganhando corpo e o nome veio como indicação dos próprios alunos: ‘Estudantes Mobilizadores da Saúde’”, diz Fábio, explicando que hoje troca o projeto em três escolas, mais o CRAS.

Além da teoria sobre as formas de combater e evitar o Aedes, ele leva a criançada para identificar e eliminar possíveis criadouros (desde que não sejam lugares perigosos), e os próprios estudantes passam de sala em sala conversando com outros colegas, mostrando o que encontraram de errado ao redor, sempre supervisionados pelo agente.

O pessoal ainda leva pra casa um kit cedido pela prefeitura para colher amostras de larvas em possíveis focos, como baldes e vasos de plantas. “Eles levam o kit na sexta-feira e entregam segunda-feira na escola, e o pessoal da Endemias leva para examinar. Se o resultado for positivo para Aedes, a casa é visitada para se verificar o criadouro”.

Fábio diz que a experiência tem sido rica demais. “Esse trabalho de mobilização é de formiguinha. Mas quando me junto com as escolas, ele se multiplica. Os estudantes se sentem motivados e então, a partir do pouco, a gente consegue fazer muito”, comemora.

De olho nesse superpoder que o Fábio tem pra agregar e contagiar (no bom sentido, hein?!) a galera, a gente o convidou para ser mobilizador do Saúde É Meu Lugar no Ceará. O resultado disso foi que nessa quarta feira o estado teve sua primeira mostra presencial, lá em Horizonte, em uma manhã cheia de histórias e de interações entre os participantes.

A preparação foi forte e começou logo que Fábio voltou da oficina de mobilizadores que fizemos em Brasília, em mão. Ele fez um vídeo muito engraçado (aqui) baseado no manifesto do Saúde É Meu Lugar, lançou nas redes sociais e começou a ir pessoalmente falar com trabalhadores e convidá-los a participar da mostra online, enviando histórias. “É uma cabine itinerante. Todo dia eu vou até os profissionais, ajudo a fazer o cadastro na mostra, explico como funciona e, em alguns casos, eu mesmo gravo os relatos e posto. Mostrei pra eles que o projeto é uma forma de fazer o mundo saber que o SUS acontece de verdade nos territórios”, conta ele.

No dia da mostra, teve de tudo um pouco: palhaçadas do PalhaSUS (óóóbvio), relatos sobre doença falciforme, saúde mental na atenção básica, tabagismo, grupo de gestantes, auriculoterapia, controle social, acidentes domésticos… Segundo o Fábio, o secretário de saúde do município chegou à mostra para ficar só dez minutinhos, mas não conseguia ir embora e ficou até o fim :) E o melhor: “Ele ficou tão envolvido que disse que tem o desejo de fazer uma itinerante na cidade, pois os relatos apresentados são provas vivas de que trabalhos como esses fazem o SUS acontecer”, revela o nosso mobilizador.

E teve também uma participação mais do que especial: estudantes do projeto Estudantes Mobilizadores da Saúde prepararam um cordel sobre o Saúde É Meu Lugar.

Ficamos muito felizes, e queremos terminar esse post com uma palhinha do cordel - que é também um convite:

Aqui fica nosso apelo

De horizontino cidadão

Conte suas histórias

Seu sofrimento, sua inquietação,

Acredite no Saúde É Meu Lugar,

Dê a sua colaboração

 

E aí, vai ouvir o apelo?

Para contar suas histórias, entre aqui ou mande uma mensagem pelo zap: (21) 97147-1780

Até a próxima!

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