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Pra ficar na história

Publicado em 26 de junho de 2018

Nossa intenção de fazer mostras em todos os estados vem sendo ensaiada desde o ano passado e já falamos disso aqui no blog, mas sem tantos detalhes…

É que a proposta sempre foi incrível mas, vamos combinar, difícil de dar conta, né? Nossa equipe fixa é pequena e essa ideia é bem mirabolante, rs.

Queimamos vários neurônios pra pensar num jeito que não só fosse viável logisticamente como também que espalhasse o que é o espírito do SAÚDE É MEU LUGAR. Ou seja, fazer com que as pessoas compartilhem suas histórias e se inspirem com as demais, da forma mais orgânica possível: a gente aqui dando as ferramentas técnicas e orientando o processo, mas os narradores empoderados tomando conta da dinâmica.

Eureka!

Esse ‘espírito’ tinha que estar em todas as mostras estaduais. E a lembrança de um narrador querido nos encheu de boas ideias: o Henio Dantas, um ACS de Serrinha, na Bahia, que participou da nossa mostra presencial em Belo Horizonte, ficou encantado e decidiu levar por conta própria o SAÚDE É MEU LUGAR lá para a cidade dele. Foi sucesso total, e desde aquela época já tinha ficado claro pra gente que qualquer narrador poderia se tornar um multiplicador - um mobilizador - da mostra. 

A gente chegou a anunciar essa novidade por aqui e lançar o convite: quem quisesse ser mobilizador, podia começar a espalhar o projeto nas redes sociais e no trabalho, conseguir multiplicar as histórias da sua região e a gente ia ver se dava um jeito de levar a Mostra pra pertinho.  

Pois então. A partir das histórias da nossa mostra online, começamos a identificar possíveis mobilizadores que estavam ali, mandando relato pra caramba, compartilhando nossas publicações, interagindo com a gente nas redes sociais, agitando suas comunidades. Ao mesmo tempo, fomos vendo também escolas e outras instituições parceiras que poderiam nos ajudar a tocar esse barco.

Mas não dava para escrever pra esse povo todo simplesmente pedindo que eles fizessem mostras de qualquer jeito, né? Então, pra ter certeza de que todo mundo ia se sentir seguro o bastante pra abraçar esse desafio, juntamos 20 pessoas que identificamos como tendo grande potencial em uma oficina de mobilização em Brasília, juntinho com a Mostra Distrito Federal.

A oficina foi no dia 30 de maio e superou nossas expectativas. Ela veio logo depois da Mostra Distrito Federal - de propósito, claro. A maior parte dos nossos convidados nunca tinha ido a uma mostra presencial, e a participação nessa foi superimportante para todo mundo entender como funciona uma mostra Saúde É Meu Lugar.

Durante a oficina, uma das coisas que a gente queria saber era a avaliação sincera que a galera fez do evento da véspera. E foi muito legal porque vimos ali o quanto cada um já estava imaginando o que poderia fazer de parecido ou de completamente diferente em seus próprios estados.

E levamos dois convidados muito especiais que ajudaram a deixar mais claro como as mostras podem ser totalmente diferentes e igualmente importantes: a Ana Fonseca, diretora da Escola de Saúde Pública do Paraná, e Henio Dantas.

Ana, do ponto de vista de alguém que está dentro de uma instituição, contou como fez para mobilizar o estado inteiro e fazer um evento lindo. Ela não se restringiu a agendar uma data e enviar convites: a mobilização foi constante, por email, por telefone, pessoalmente, pedindo relatos, lendo todos eles, procurando gestores, dialogando com alunos da escola. No fim das contas, a mostra no Paraná foi um grande sucesso, com uma programação intensa, cheia de debates e atividades culturais e reuniu um monte de gente. Mais que isso, ela movimentou muito o compartilhamento de histórias dos trabalhadores (em pouquíssimo tempo, vimos uma avalanche de relatos do Paraná chegando pra gente).

Já Henio contou como, sem apoio institucional prévio nenhum, conseguiu fechar parcerias e fazer uma mostra ao mesmo tempo simples e gigante em sua cidade. Deu muito trabalho - um corre-corre pra conseguir espaço, lanche, formas de fazer com que as pessoas soubessem do evento e se envolvessem. Mas ele contou que mobilizar uma mostra é mais trabalhoso que difícil. “Vocês vão ver que é fácil, gente, não se assustem”, garantiu. Olha ele aí embaixo!

Grandes emoções

O povo, que já estava empolgado, ficou ainda mais quando começamos a apresentar o kit de mobilização, que foi pensado com um carinho enorme pela nossa equipe. Era uma caixa ao mesmo tempo pequena o suficiente para ser levada embora de Brasília sem grandes problemas e recheada o suficiente para transformar qualquer espaço em uma super mostra.

Era tipo a bolsa da Mary Poppins, rs. Lá de dentro saíram nada menos que 800 ítens! Cartazes, camisetas, almofadas, adesivos, panfletos, ímas de geladeira, chaveiros, o nosso tradicional bonequinho do Pinion… E um mimo que levou todo mundo ao delírio: uma luminária exclusiva do Saúde É Meu Lugar, presente nosso pra cada uma dessas pessoas tão importantes para o projeto.

Explicamos direitinho como e quando usar os materiais e, como também sabemos ser durões, pedimos que todo mundo assinasse um termo de compromisso para realização das mostras.

Agora estamos de longe mas ao mesmo tempo de perto: nossa equipe está acessível o tempo inteiro pra continuar dando aquela mãozinha necessária. Estamos produzindo textos de divulgação para quem já tem data marcada e quer mostrar na imprensa local, na prefeitura, nas unidades de saúde (e onde mais der na telha), tirando todas as dúvidas, e vibrando demais a cada boa notícia. “Já tenho data!”, “Já consegui lugar!” e “Fechei uma parceria!” são músicas aos nossos ouvidos :)

Os resultados vocês estão conferindo aqui no blog. Já tivemos mostras em dois estados e, esta semana, vai ter mais uma do Henio na Bahia - dessa vez, em outra cidade, Feira de Santana.

Não deixe de acompanhar!

Até mais.

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