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Implementando a supervisão de campo no internato de saúde coletiva do curso de graduação em medicina

As atividades práticas, com vivências das situações reais do campo de atuação médica, são de extrema importância no processo de formação dos educandos no curso de Medicina. Essa aproximação favorece a compreensão dos condicionantes e determinantes do processo saúde-doença, contribuindo para a formação de profissionais mais conscientes das necessidades de saúde da população e de seu papel como cidadão. Aprender no Sistema Único de Saúde (SUS) significa aprender no contexto da produção do cuidado, na prática. E implica conceber-se como protagonista nesse processo de vivência continuada, onde múltiplos saberes, expectativas e motivações interagem no acolhimento das pessoas. Transformar essa experiência educativa em significados para a vida e ampliar competências, habilidades, atitudes, valores e novos conhecimentos requer imersão nesse contexto das práticas de atenção à saúde: as Unidades Básicas de Saúde (UBS). A capacitação para a prática médica no contexto da Atenção Primária à Saúde deve basear-se nos princípios do SUS, na dimensão da clínica ampliada e no método clínico de abordagem centrada na pessoa. Nessas perspectiva, a qualificação dos cenários docentes-assistenciais impõe-se, pois, como instrumental necessário para aperfeiçoar essa articulação ensino-serviço. Faz-se imprescindível alavancar a interlocução colaborativa entre os diversos atores envolvidos, rumo a um construto coletivo e sustentável. E mais que conhecer tais cenários, faz-se preciso vivenciá-los na perspectiva do cotidiano das práticas de trabalho. A implementação da organização curricular modular nos períodos finais do curso de Medicina exigiu repensar o desenvolvimento do estágio em Saúde Coletiva. Esse novo olhar sobre tal processo possibilitou deflagrar a proposição de uma reestruturação dessa relação dinâmica ensino-serviço, com foco na integração harmônica entre a formação de recursos humanos para a saúde e os serviços prestados à população. Tal proposição exigiu redimensionar o processo de preceptoria, bem como a implementação da supervisão de campo, amalgamados com o acompanhamento regular das atividades desenvolvidas junto às unidades docentes-assistenciais dos municípios de Vitória e da Serra onde são realizados os estágios do internato em Saúde Coletiva. Ainda embrionário, tal processo conduziu olhares sobre diferentes dimensões: gestão, processo de trabalho e docência. O fortalecimento do compromisso mútuo institucional, a negociação de papéis, responsabilidades e contrapartidas e o dimensionamento das dificuldades operacionais foram alguns dos desafios delineados. Visando implementar um primeiro ciclo de abordagens, a operação inicial foi direcionada à aproximação com as UBS, na expectativa de conhecer-lhes a dinâmica de funcionamento. Visitas técnicas regulares permitiram um primeiro desenho. O segundo movimento foi direcionado ao processo de trabalho do médico preceptor, com o objetivo de esboçar o cotidiano de trabalho na UBS. Um terceiro movimento, ainda em curso, busca rastrear aspectos vinculados ao território e população adscrita e os impactos das ações de saúde sobre indicadores selecionados. Os resultados são ainda iniciais, mas apontam para caminhos que exigem reflexão e intervenções; - O foco do trabalho médico continua assentado na assistência (na produtividade de procedimentos), numa clássica reprodução do modelo médico-assistencial curativista; - O processo de trabalho ainda encontra-se verticalizado, em grande parte direcionado a grupos populacionais específicos; - Há necessidade de capacitação dos médicos preceptores; - A Educação Permanente em Saúde não constitui-se em prática institucionalizada; - A Saúde do Trabalhador é ainda uma questão incipiente; - As ações de Vigilância da Saúde são pouco integradas às práticas assistenciais; - A vocação de algumas Unidades Assistenciais não as configuram como potentes unidades docentes-assistenciais. Evidentemente muito há que avançar-se nesse construto, e novos ciclos de avaliação e acompanhamento das atividades nas UBS precisam ser implementados.
A SUPERVISÃO DE CAMPO COMO ESTRATÉGIA ENSINO-APRENDIZAGEM NO INTERNATO DE SAÚDE COLETIVA Curso de Medicina da Faculdade Multivix Vitória-ES As atividades práticas, com vivências das situações reais do campo de atuação médica, são de extrema importância no processo de formação dos educandos no curso de Medicina. Essa aproximação favorece a compreensão dos condicionantes e determinantes do processo saúde-doença, contribuindo para a formação de profissionais mais conscientes das necessidades de saúde da população e de seu papel como cidadão. Aprender no Sistema Único de Saúde (SUS) significa aprender no contexto da produção do cuidado, na prática. E implica conceber-se como protagonista nesse processo de vivência continuada, onde múltiplos saberes, expectativas e motivações interagem no acolhimento das pessoas. Transformar essa experiência educativa em significados para a vida e ampliar competências, habilidades, atitudes, valores e novos conhecimentos requer imersão nesse contexto das práticas de atenção à saúde: as Unidades Básicas de Saúde (UBS). A capacitação para a prática médica no contexto da Atenção Primária à Saúde deve basear-se nos princípios do SUS, na dimensão da clínica ampliada e no método clínico de abordagem centrada na pessoa. Nessas perspectiva, a qualificação dos cenários docentes-assistenciais impõe-se, pois, como instrumental necessário para aperfeiçoar essa articulação ensino-serviço. Faz-se imprescindível alavancar a interlocução colaborativa entre os diversos atores envolvidos, rumo a um construto coletivo e sustentável. E mais que conhecer tais cenários, faz-se preciso vivenciá-los na perspectiva do cotidiano das práticas de trabalho. A implementação da organização curricular modular nos períodos finais do curso de Medicina exigiu repensar o desenvolvimento do estágio em Saúde Coletiva. Esse novo olhar sobre tal processo possibilitou deflagrar a proposição de uma reestruturação dessa relação dinâmica ensino-serviço, com foco na integração harmônica entre a formação de recursos humanos para a saúde e os serviços prestados à população. Tal proposição exigiu redimensionar o processo de preceptoria, bem como a implementação da supervisão de campo, amalgamados com o acompanhamento regular das atividades desenvolvidas junto às unidades docentes-assistenciais dos municípios de Vitória e da Serra onde são realizados os estágios do internato em Saúde Coletiva. Ainda embrionário, tal processo conduziu olhares sobre diferentes dimensões: gestão, processo de trabalho e docência. O fortalecimento do compromisso mútuo institucional, a negociação de papéis, responsabilidades e contrapartidas e o dimensionamento das dificuldades operacionais foram alguns dos desafios delineados. Visando implementar um primeiro ciclo de abordagens, a operação inicial foi direcionada à aproximação com as UBS, na expectativa de conhecer-lhes a dinâmica de funcionamento. Visitas técnicas regulares permitiram um primeiro desenho. O segundo movimento foi direcionado ao processo de trabalho do médico preceptor, com o objetivo de esboçar o cotidiano de trabalho na UBS. Um terceiro movimento, ainda em curso, busca rastrear aspectos vinculados ao território e população adscrita e os impactos das ações de saúde sobre indicadores selecionados. Os resultados são ainda iniciais, mas apontam para caminhos que exigem reflexão e intervenções; - O foco do trabalho médico continua assentado na assistência (na produtividade de procedimentos), numa clássica reprodução do modelo médico-assistencial curativista; - O processo de trabalho ainda encontra-se verticalizado, em grande parte direcionado a grupos populacionais específicos; - Há necessidade de capacitação dos médicos preceptores; - A Educação Permanente em Saúde não constitui-se em prática institucionalizada; - A Saúde do Trabalhador é ainda uma questão incipiente; - As ações de Vigilância da Saúde são pouco integradas às práticas assistenciais; - A vocação de algumas Unidades Assistenciais não as configuram como potentes unidades docentes-assistenciais. Evidentemente muito há que avançar-se nesse construto, e novos ciclos de avaliação e acompanhamento das atividades nas UBS precisam ser implementados.
A SUPERVISÃO DE CAMPO COMO ESTRATÉGIA ENSINO-APRENDIZAGEM NO INTERNATO DE SAÚDE COLETIVA Curso de Medicina da Faculdade Multivix Vitória-ES As atividades práticas, com vivências das situações reais do campo de atuação médica, são de extrema importância no processo de formação dos educandos no curso de Medicina. Essa aproximação favorece a compreensão dos condicionantes e determinantes do processo saúde-doença, contribuindo para a formação de profissionais mais conscientes das necessidades de saúde da população e de seu papel como cidadão. Aprender no Sistema Único de Saúde (SUS) significa aprender no contexto da produção do cuidado, na prática. E implica conceber-se como protagonista nesse processo de vivência continuada, onde múltiplos saberes, expectativas e motivações interagem no acolhimento das pessoas. Transformar essa experiência educativa em significados para a vida e ampliar competências, habilidades, atitudes, valores e novos conhecimentos requer imersão nesse contexto das práticas de atenção à saúde: as Unidades Básicas de Saúde (UBS). A capacitação para a prática médica no contexto da Atenção Primária à Saúde deve basear-se nos princípios do SUS, na dimensão da clínica ampliada e no método clínico de abordagem centrada na pessoa. Nessas perspectiva, a qualificação dos cenários docentes-assistenciais impõe-se, pois, como instrumental necessário para aperfeiçoar essa articulação ensino-serviço. Faz-se imprescindível alavancar a interlocução colaborativa entre os diversos atores envolvidos, rumo a um construto coletivo e sustentável. E mais que conhecer tais cenários, faz-se preciso vivenciá-los na perspectiva do cotidiano das práticas de trabalho. A implementação da organização curricular modular nos períodos finais do curso de Medicina exigiu repensar o desenvolvimento do estágio em Saúde Coletiva. Esse novo olhar sobre tal processo possibilitou deflagrar a proposição de uma reestruturação dessa relação dinâmica ensino-serviço, com foco na integração harmônica entre a formação de recursos humanos para a saúde e os serviços prestados à população. Tal proposição exigiu redimensionar o processo de preceptoria, bem como a implementação da supervisão de campo, amalgamados com o acompanhamento regular das atividades desenvolvidas junto às unidades docentes-assistenciais dos municípios de Vitória e da Serra onde são realizados os estágios do internato em Saúde Coletiva. Ainda embrionário, tal processo conduziu olhares sobre diferentes dimensões: gestão, processo de trabalho e docência. O fortalecimento do compromisso mútuo institucional, a negociação de papéis, responsabilidades e contrapartidas e o dimensionamento das dificuldades operacionais foram alguns dos desafios delineados. Visando implementar um primeiro ciclo de abordagens, a operação inicial foi direcionada à aproximação com as UBS, na expectativa de conhecer-lhes a dinâmica de funcionamento. Visitas técnicas regulares permitiram um primeiro desenho. O segundo movimento foi direcionado ao processo de trabalho do médico preceptor, com o objetivo de esboçar o cotidiano de trabalho na UBS. Um terceiro movimento, ainda em curso, busca rastrear aspectos vinculados ao território e população adscrita e os impactos das ações de saúde sobre indicadores selecionados. Os resultados são ainda iniciais, mas apontam para caminhos que exigem reflexão e intervenções; - O foco do trabalho médico continua assentado na assistência (na produtividade de procedimentos), numa clássica reprodução do modelo médico-assistencial curativista; - O processo de trabalho ainda encontra-se verticalizado, em grande parte direcionado a grupos populacionais específicos; - Há necessidade de capacitação dos médicos preceptores; - A Educação Permanente em Saúde não constitui-se em prática institucionalizada; - A Saúde do Trabalhador é ainda uma questão incipiente; - As ações de Vigilância da Saúde são pouco integradas às práticas assistenciais; - A vocação de algumas Unidades Assistenciais não as configuram como potentes unidades docentes-assistenciais. Evidentemente muito há que avançar-se nesse construto, e novos ciclos de avaliação e acompanhamento das atividades nas UBS precisam ser implementados.

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FRANCISCO

médico de família e comunidade
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