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Implantação da Horta Comunitária no território de saúde da US Bairro da Penha

14.11.2017 , Vitória/ES

O município de Vitória desenvolve na Secretaria de Saúde (SEMUS), a política de plantas medicinais e fitoterápicas, que foi instituída pela Lei Municipal nº 7684, de 5 de junho de 2009. Desde 2013, as Unidades de Saúde (US) do município passaram a implantar os projetos de jardins terapêuticos.

O documento Panorama Nacional Academia da Saúde, de 2016, destaca que os polos da Academia da Saúde desenvolvem atividades voltadas a promoção e prevenção a saúde em forma de palestras e rodas de conversa sobre alimentação saudável, e sugere a necessidade de superação destas abordagens, valorizando estratégias mais participativas, horizontais, que levem em consideração os saberes da comunidade e que sejam pautadas na autonomia e no empoderamento dos participantes.

Diante deste quadro, os servidores da unidade de saúde do bairro da Penha, convidaram a equipe de referência das Práticas Integrativas e Complementares do município para a implantação de uma horta comunitária no bairro, e optou-se pelo espaço do parque municipal Horto de Maruípe.

Iniciamos o projeto de implantação da horta comunitária com uma reunião no local para falarmos da proposta. Compareceram 26 pessoas da comunidade e os profissionais responsáveis ressaltaram os benefícios que a horta pode proporcionar a população, enfatizando a prevenção e a promoção da saúde, e destacaram que a horta é um espaço onde podem ser trabalhadas diversas atividades de educação em saúde, como: alimentação saudável, mobilização da comunidade, desenvolvimento sustentável, dentre outros eixos da política de promoção da saúde. As pessoas presentes se apresentaram e falaram sobre a suas expectativas e seu interesse em participar do projeto. O Gerente do Parque nos informou sobre os procedimentos que a SEMUS deveria realizar para a implantação da horta. Os profissionais e alguns representantes da comunidade elaboraram um projeto que foi protocolado e entregue a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMAM).

Iniciamos, em seguida, oficinas com os profissionais que são referência técnica, onde reforçamos sobre o objetivo educativo da horta, e aprendemos, dentre outras coisas, a diferenciar um produto orgânico de produtos cultivados com o uso de agrotóxicos, a fazer defensivos agrícolas naturais, sobre os benefícios dos óleos essenciais, sobre compostagem, sobre condições de cultivo de hortas. Para agregar conhecimento, fizemos duas visitas a hortas já implantadas no município: a Horta Quintal da Cidade, no centro de Vitória, e a horta da Unidade de Saúde de Andorinhas.

Como o processo da horta da US Bairro da Penha ainda está sendo avaliado pelos órgãos competentes, e os materiais para a sua implantação precisam ser consertados ou comprados, fizemos uma oficina de troca de mudas de plantas para reunir o grupo. Os participantes puderam trocar saberes e mudas de plantas. Tivemos a presença de visitantes de outras comunidades, que souberam desta atividade e vieram participar, e conhecemos pessoas como o senhor João, Guarda Municipal, que combateu um foco de dengue persistente em seu local de trabalho, aqui na comunidade, com a criação de uma horta.

Hoje aguardamos a conclusão do processo, mas já colhemos frutos desta iniciativa. Os participantes da oficina fazem hortas domésticas e incentivam outras pessoas com suas experiências.

A Sra. Maria Rita, participante das oficinas, fez o seguinte depoimento:

"Há quatro anos fui diagnosticada com fibromialgia e discopatia degenerativa na cervical em nível avançado para minha idade. Sempre fui super proativa e fiquei extremamente limitada na rotina do dia a dia. A yoga e as plantas me devolveram a alegria na alma, recomecei com a visão de que existe um mundo de novas oportunidades para desenvolver, sou muito grata. Já tinha procurado muita ajuda."


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