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Vida no Território.

12.03.2018 , Teixeiras/MG

São 14 anos de trabalho e vivência no território, muitas histórias, muitas complicações de saúde evitadas e muita gratidão pelas famílias que me recebem tão bem durante todos esses anos. Devido a essa interação com a comunidade, resolvi fazer uma graduação para melhor compreender e interagir de maneira mais efetiva com os usuários, então fiz o curso de ciências sociais, que pode me proporcionar uma melhor visão é entendimento das mazelas da sociedade em geral e em específico naquela que atuo. Em toda minha vida de ACS, sempre me propus a me qualificar de modo a sempre prestar o melhor serviço possível, foi então que surgiu a possibilidade de fazer o curso de auxiliar de enfermagem pelo PROFAE, acredito que isso também me proporcionou atender as demandas do meu território de forma ainda mais qualificada. Devido a eminência de trabalhar melhor com os usuários de drogas, foi me dado a oportunidade de fazer o curso do SUPERA, uso de craque e outras drogas, mas confesso que me esbarro em políticas públicas eficientes nesse enfrentamento, em minha cidade não há um trabalho voltado pra essa necessidade, estamos órfãos no trabalho a redução de danos.

Um problema sério que presencio aqui na minha região, é a contratação de ACS sem o mínimo perfil para trabalhar na área, uma vez que nem todos são concursados, isso acaba acarretando uma ineficiência da equipe, já que nem todos estão realmente preocupados com o bem estar da famílias, mas apenas com o salário no final de cada mês. Ser ACS é um dom, uma virtude e temos que estar preparados para atender as demandas e necessidades das mais diferentes formações familiares, dando um tratamento de equidade, tratando os desiguais de forma desigual, ou seja, dando mais atenção a quem mais precisa. O conhecimento das famílias oferece não apenas o contexto para avaliação dos problemas dos usuários, mas ajuda para isolar a probabilidade de diversos diagnósticos possíveis e também é importante na decisão a respeito de uma intervenção apropriada, porque as famílias podem diferir em sua capacidade de realizar diferentes tratamentos e manejar estratégias. É muito gratificante poder levar a cada família, uma melhor qualidade de vida e saúde a cada dia de trabalho e entender que fazemos parte de uma engrenagem importantíssima na atenção básica, onde a equipe multiprofissional é cada vez mais importante, no atendimento e acolhimento aos usuários.

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